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Desemprego jovem de quase 20% em Portugal: o que os jovens podem fazer para competir

O desemprego jovem em Portugal ronda os 20%. Se tens menos de 30 anos e procuras emprego, estes conselhos são para ti.

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mar 11, 20264 min de leitura
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Quase 20%. É a taxa de desemprego jovem em Portugal. Cerca de um em cada cinco jovens com menos de 25 anos que quer trabalhar não encontra emprego. E embora o número tenha melhorado face aos piores momentos, continua a ser um dos mais elevados da Europa.

Se tens entre 18 e 30 anos e estás nessa situação, este artigo é para ti. Sem discursos motivacionais vazios. Com coisas que podes fazer de verdade.

Por que é tão difícil para os jovens

O problema do desemprego jovem em Portugal não é apenas económico. É estrutural. Há várias peças que encaixam mal.

A armadilha da experiência. As empresas pedem experiência para posições de entrada. Os jovens não têm experiência porque ninguém lhes dá a primeira oportunidade. É o círculo vicioso mais antigo do mercado de trabalho.

Os salários baixos. Com uma média salarial de 24.800 euros brutos, muitas ofertas para jovens pagam perto do salário mínimo. A diferença entre aceitar esse emprego e ficar em casa é, para muitos, desanimadora.

A fuga de cérebros. Muitos dos jovens mais qualificados emigram. Para o Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Suíça. Onde ganham o dobro ou o triplo. Isto cria uma dinâmica complicada: os que ficam enfrentam um mercado com salários baixos, e os que partem engrossam as estatísticas da diáspora.

A desconexão formativa. O que se ensina em muitas universidades e centros de formação portugueses não coincide com o que as empresas precisam. Especialmente em competências digitais e técnicas específicas.

O que podes fazer (sem esperar que o sistema mude)

O sistema tem problemas, sim. Mas enquanto esperas que se resolvam, precisas de pagar contas. Estas são estratégias concretas que funcionam.

Constrói experiência mesmo sem emprego

Se não tens experiência profissional, cria-a. Há formas legítimas de gerar experiência sem que ninguém te contrate formalmente:

  • Projetos pessoais. Se estudas design, desenha. Se estudas marketing, cria uma campanha para um negócio local. Se estudas programação, desenvolve uma aplicação e publica-a.
  • Voluntariado. As ONGs em Portugal precisam de gente para mil tarefas. Gestão de redes sociais, organização de eventos, atendimento ao público. Tudo isso é experiência real para o teu CV.
  • Estágios. Sim, muitos são mal pagos. Não é justo. Mas se consegues um estágio numa boa empresa, a experiência e os contactos podem valer muito a médio prazo. Os estágios do IEFP, apesar das críticas, são uma porta de entrada para muitas empresas.
  • Freelance. Plataformas como Fiverr ou Upwork permitem-te fazer trabalhos pequenos na tua área. É a tua primeira linha no CV quando não tens mais nada.

Investe em competências que se procuram

Não falo de fazer outro mestrado. Falo de competências concretas e práticas.

Os setores que mais estão a contratar em Portugal em 2026 são tecnologia, turismo de qualidade, saúde, energia e serviços partilhados. Dentro de tecnologia, procuram-se perfis de desenvolvimento web, análise de dados, cibersegurança e inteligência artificial. Muitas destas competências podem ser aprendidas com cursos online, bootcamps ou formação profissional.

Os cursos profissionais em Portugal estão a ganhar reconhecimento. As taxas de inserção no mercado de muitos cursos técnicos superam as de licenciaturas universitárias.

Cuida da tua presença digital

Com 25 anos, o teu perfil de LinkedIn deveria existir e estar bem feito. Não precisas de 500 contactos nem de publicar todos os dias. Mas precisas de uma foto profissional, um título claro que diga o que fazes ou procuras, e um resumo de quem és profissionalmente.

Os recrutadores procuram candidatos jovens no LinkedIn constantemente. Se o teu perfil diz "Estudante de Gestão no ISCTE" e nada mais, estás a desperdiçar uma oportunidade.

Sê estratégico com as candidaturas

Não envies 100 CVs genéricos. Envia 20 bem preparados. Adapta cada um à vaga. Investiga a empresa antes de te candidatar. Escreve uma mensagem personalizada. Isto diferencia-te de 90% dos candidatos da tua idade.

O que colocar num CV quando não tens experiência

Este é o grande desafio. Mas um CV sem experiência profissional não tem de ser um CV vazio.

Coloca a formação em primeiro. A tua licenciatura, os teus cursos, as certificações relevantes. Se fizeste um projeto final interessante, menciona-o brevemente.

Destaca competências. Idiomas (o inglês é quase obrigatório), ferramentas digitais que dominas, competências técnicas da tua área.

Inclui tudo o que conta como experiência. Estágios, voluntariado, projetos académicos, trabalhos de verão. Um empregado de mesa que geriu o fecho de caixa e atendeu clientes estrangeiros em inglês tem mais competências do que pensa.

Escreve um bom resumo. Duas ou três linhas que digam quem és, o que estudaste e que tipo de posição procuras. Com energia, sem arrogância.

A emigração não é a única opção

Sim, sair de Portugal é tentador quando vês os salários lá fora. E para muitos, é a decisão certa. Mas não é a única opção. O mercado português, apesar dos salários mais baixos, está a melhorar. O setor tech em Lisboa e no Porto oferece cada vez mais oportunidades. E com o trabalho remoto, podes viver em Portugal e trabalhar para empresas de qualquer parte da Europa.

O teu primeiro CV profissional começa aqui

Na Laddro ajudamos-te a criar um CV que funcione mesmo que estejas a começar a tua carreira. Porque todos os profissionais com experiência começaram exatamente onde tu estás agora.

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